terça-feira, 27 de setembro de 2011

Secretaria da Cultura e a Rede de Cooperação realizam pesquisa na José Bonifácio

Secretaria da Cultura aplica pesquisa na José Bonifácio para finalizar projeto de revitalização
questionário abordou sobre fachadas, calçada e outras iniciativas
Os pesquisadores da Rede de Cooperação Identidades Culturais elaboraram junto com a secretária da Cultura Adriana Silva, um questionário para pesquisa junto aos comerciantes da rua José Bonifácio. A equipe percorreu a rua em duas tardes e com os resultados nas mãos foi possível concluir que 74,7% dos 107 comerciantes entrevistados, concordam com o projeto de revitalização do lugar. Entre os que não concordam, 10,2%, o motivo varia entre já ter feito investimentos recentes na fachada, mudança do local em breve, falta de crença de que o projeto seja mesmo executado. Ainda entre estes que não concordam, dois afirmaram que se a maioria aceitasse eles fariam a adesão. Outros 15,1% não responderam, neste caso, todos locatários, receosos de se comprometerem em nome dos proprietários.
Com estes índices, a Secretaria da Cultura prepara para avaliação da prefeita Dárcy Vera, uma proposta de lei. "A maioria decidiu. Vamos dar sequência ao projeto ainda tentando a adesão dos demais, mas com a Lei de revitalização, todos deverão fazer parte", comenta Adriana Silva. O projeto já está tramitando na Secretaria de Negócios Jurídicos e depois do aval da pasta, seguirá para a chefe do executivo.
O questionário abordou também se os comerciantes desejam trocar as calçadas e, neste caso, 68,2% dos participantes responderam que sim. No total, 107 entrevistados forneceram para a Secretaria da Cultura uma avaliação precisa das expectativas de cada um e do colegiado. "Sempre que possível adotamos a pesquisa como uma maneira séria de reconhecimento das demandas da sociedade. Elas nos garantem maior probabilidade de acerto", explica a secretária.
Finalizada esta etapa de diagnóstico, será montado um cronograma de atividades. Neste momento, alunos de arquitetura do Escritório da Uniseb estão trabalhando na elaboração de novas fachadas para cada um dos imóveis. "Acertamos com os professores e alunos que eles deverão dialogar com o proprietários para que o projeto represente a vontade de todos". Cumprida esta fase, será feito a retirada das propagandas excessivas e disponibilizado uma proposta de troca de calçadas. Por fim, deverá ser feito a pintura das fachadas em parceria com a empresa de Tintas Coral, dentro do projeto "Tudo de Cor para Ribeirão".  

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Devocionismo: significado simbólico religioso do túmulo de D. Giovani Rabaiolli


Túmulo de D. Giovani Rabaiolli cercado por
homenagens de devotos. Foto: Amigos da
Fotografia, 2011.

A pesquisadora Baby Gaspar, membro da Rede de Cooperação Identidades Culturais, levantou dados bibliográficos, documentais e fontes orais sobre a presença dos Scalibrinianos em Ribeirão Preto. Entre os entrevistados esteve o Padre Arlindo Pedrini, Vigário da Paróquia São Matheus, de Guariba, SP. O objetivo era compreender a percepção sobre os significados em torno do culto ao Túmulo de D. Giovani Rabaiolli, um dos mais visitados no Cemitério da Saudade, Ribeirão Preto, SP.

A Congregação do Scalibrinianos (também conhecidos como Carlistas em decorrência do seu santo padroeiro  São Carlos) está registrada em cartório como Pia Sociedade Missionária de São Carlos. Tem sua origem na Itália, cujo precursor é o Padre João Batista Scalabrini, que foi Bispo de Pacienza, cidade do interior da Itália.  Propôs ao Vaticano a criação de um organismo pontifício, encarregado de promover a Pastoral Migratória. Pe. Dom Giovani Rabaioli foi Superior Provincial da Congregação Scalibriniana no Brasil, na cidade de Ribeirão Preto. Nasceu em Fiesco, interior da Itália, em 07/08/1875. Desembarcou no Brasil, em 1904, onde iniciou suas atividades sacerdotais no Instituto Cristóvão Colombo, no orfanato Ipiranga na cidade de São Paulo.  Em 1909 mudou-se para Ribeirão Preto, onde prestou serviços pastorais para a Igreja Santo Antonino dos Pobres; para a Santa Casa de Misericórdia e nas fazendas de plantações de café. Tinha como projeto preferencial o desenvolvimento de atividades em paróquias territoriais, posto que os Scalibrinianos faziam atividades pastorais com  o  imigrante italiano.



Busto de D. Giovani Rabaiolli em seu túmulo no Cemitério da
Saudade. Foto: Amigos da Fotografia, 2011.
 

Em 1911, por sua vontade e comprometido com seus ideais, a sede provincial deixou de ser o Orfanato do Ipiranga, em São Paulo, e se transferiu para a Igreja de Santo Antonio, em Ribeirão Preto, onde D. Rabaioli foi eleito Superior Provincial. Fundou a Pia União de Santo Antonio de Pádua, cujos estatutos tiveram a aprovação diocesana em 13 de junho de 1910. Fundou 02 escolas católicas, 01 escola noturna de arquitetura e 01 banda de música. Nessas escolas ele pregava o catecismo dominical para mais de 400 crianças. O pequeno e incipiente santuário tinha a contribuição financeira oferecida pelos próprios fiéis, a maioria imigrantes italianos. A pregação era feita em italiano e na mesma língua era impressa uma revista mensal.


A própria revista informa: “Da Europa chegou maquinário novo para a Tipografia Antoniana”, situada na Rua Rio de Janeiro, no bairro Campos Elíseos. Depois, naquele local, passou a existir a Gráfica União.
O novo provincial, Pe. Giovani Rabaioli, não conseguiu realizar seu plano de governo, devido ao seu falecimento precoce, em 1913, com 37 anos, em 29/01/1913, decorrente da queda de um cavalo, que acabou gerando complicações de saúde.  Foi sepultado no cemitério da Saudade, em Ribeirão Preto.
Atualmente existe apenas uma Paróquia Scalibriniana: a Paróquia São Matheus, na cidade Guariba, situada a 75 km de Ribeirão Preto. Contudo, a atividade paroquial dos scalibrinianos continua sendo a pastoral com migrantes. Se no início do século esta atividade foi voltada para o atendimento espiritual dos imigrantes italianos, atualmente, em Guariba, estes religiosos prestam assistência religiosa e social aos migrantes que se deslocam para aquela cidade para a plantação da cana-de-açúcar.  
O túmulo de D. Giovani é visitado por devotos em busca de milagres, caracterizando-se como um dos mais visitados do Cemitério.  
Texto de Maria Aparecida M. Gaspar

REFERÊNCIAS:

RIZZARDO, Rodevino. Raízes de Um povo. Passo Fundo: Editora P. Berthier, 1990, p. 156-157.
TOGNETTI, D. Miniato M. 60 Anos de Apostolado dos Monges Beneditinos da Congregação de N.Sª.  de Monte Oliveto em Ribeirão Preto – 1919/1979. [Ribeirão Preto]: [s/n], [1979], p. 44-45.
PEDRINI, Padre Arlindo (Vigário da Paróquia São Matheus, Guariba, SP). Padre D. Giovani Rabaiolli e Pia Sociedade Missionária de São Carlos. Guariba, SP. Entrevista concedida à Maria Aparecida M. Gaspar em ago. 2011.
Primeiro Cartório de Registro Cível.

O circo como referência cultural: o Biriba




Carlos Antonio Biriba Spindola. Foto: Baby Gaspar, 2011.
 O Biriba



Na tarde do dia 14 de setembro, os pesquisadores Lelo Guazzelli(USP) e Baby Gaspar (Secretaria Municipal da Cultura), membros da Rede de Cooperação Identidades Culturais, entrevistaram Carlos Antonio Biriba Spindola, mais conhecido como Biriba, com o objetivo de entender a presença do Circo do Biriba no contexto cultural da cidade, dentro da prosta do Inventário Nacional de Referências Culturais, o INRC.





Carmelina e Biriba. (BIRIBA, p. 111)

Biriba nasceu na cidade de Itatiba, SP,  e fugiu da casa de seus pais para acompanhar o circo que esteve em temporada em sua cidade. Contratado no primeiro momento como galã de circo-teatro ele foi se envolvendo com a área empresarial, com o tempo passou a ser proprietário de seu próprio negócio. Diante da dificuldade de contratar um palhaço, pois o profissional era muito concorrido no mercado e se mantinha com preços elevados, Carlos Antonio resolveu criar o seu próprio palhaço, o Biriba. A opção de manter um circo de pequeno porte, com turnês em bairros da cidade lhe deu muito prestígio e o mantém vivo na lembrança da população de Ribeirão Preto. 




Biriba é autor do livro “O Circo de Todos os Tempos: do Pau-a-pique ao Tensionado”, publicado em 2009.





Texto de
Lelo Guazzelli

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A percepção da população de Ribeirão Preto sobre a sua identidade cultural

 
VII ENECULT
  
Prof. Ms. Delson Ferreira

Profa. Ms. Daniela Tincani


 




  








Entre os dias 03 e 05 de agosto, aconteceu em Salvador o VII ENECULT, Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, que promove a interlocução entre pesquisadores, professores, estudantes universitários e profissionais vinculados ao campo cultural, por meio da exposição de estudos em cultura realizados no Brasil e na Ibero-América.
Os professores Delson Ferreira e Daniela Tincani, ambos do Centro Universitário UNISEB-COC / UNISEB-Interativo e pesquisadores da Rede de Cooperação Identidades Culturais, participaram do evento com o apoio institucional do UNISEB. Durante o Encontro, os professores participaram de palestras e seções de trabalho sobre Política e Desenvolvimento Cultural, bem como compartilharam experiências de trabalho junto a pesquisadores de outras Instituições de Ensino Superior brasileiras e internacionais.
No último dia do evento, Daniela e Delson apresentaram o artigo “Percepções e Entendimentos da População de Ribeirão Preto Sobre a sua Identidade Cultural: Pesquisa Preliminar”, na Mesa sobre “Políticas Culturais - Olhares Múltiplos”.
A pesquisa apresentada resultou de convênio entre o UNISEB-COC e a Secretaria Municipal de Cultura, por meio do projeto “Café com Açúcar”, que tem como objetivo propor ações de proteção ao patrimônio cultural material e imaterial de Ribeirão Preto, vinculado, em especial, à história do café e à transição para a produção da cana-de-açúcar.
O apoio do UNISEB-COC tem sido fundamental desde o início do projeto, comenta a Profª. Daniela Tincani. A participação no VII ENECULT consagrou o reconhecimento da comunidade acadêmica das pesquisas realizadas na Instituição e no Projeto “Café com Açúcar”. O Prof. Delson complementa que o VII ENECULT agregou um relevante repertório e um capital cultural que, certamente, resultarão em novas pesquisas e resultados em breve, uma vez que a parceria com a Secretaria Municipal de Cultura continua com total incentivo e apoio institucional do UNISEB-COC.
 
VEJA O TEXTO COMPLETO

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pesquisadores da Rede de Cooperação visitam proprietários da Rua José Bonifácio

Mais uma etapa do projeto de revitalização da rua José Bonifácio

Os estagiários da Rede de Cooperação Identidades Culturais estarão entre 20 e 23 de setembro visitando a rua José Bonifácio. O objetivo é convidar os proprietários e locatários a aderirem ao projeto de revitalização da rua. A meta é conseguir o aceite para a realização de projetos para as fachadas dos imóveis. Além disto, cada proprietário receberá um exemplar do livro sobre a José Bonifácio: "A História contada através da arquitetura de uma rua", do prof. Dr. Eder Donizeti da Silva.

video

Vídeo de apresentação de parte da José Bonifácio sem as propagandas. Autoria: Escritório de Arquitetura da UNISEBCOC - Membro da Rede de Cooperação Identidades Culturais

Novo pesquisador da Rede de Cooperação Identidades Culturais

Um novo pesquisador passou a fazer parte da equipe da Rede de Cooperação Identidades Culturais.  O prof. Dr. Sérgio Luiz de Souza é  autor do livro “(RE) Vivências Negras: Entre Batuques, Bailados e Devoções”, que resultou da sua pesquisa de Mestrado, cujo objetivo foi reconstruir a história e a memória da população negra de Ribeirão Preto e compreender a dimensão política das práticas culturais deste segmento populacional.  O prof. Dr. Sérgio participa da rede como representante da UNIESP – Faculdade de Ribeirão Preto e terá um papel fundamental no INRC de Ribeirão Preto no âmbito do inventário das referências culturais afro-descendentes no município.

Seminário Olhar o Centro: espaço de debate

Secretaria da Cultura lança vídeo e livro contando a história do centro de Ribeirão Preto
Lançamento aconteceu durante Seminário Olhar o Centro, um projeto do Programa de Incentivo Cultural (PIC)
O Seminário “Olhar o Centro”, organizado pela Associação Ecológica Pau Brasil, apoiado e contemplado por meio do Programa de Incentivo Cultural (PIC), da Secretaria Municipal da Cultura, proporcionou um espaço de debate sobre o Centro de Ribeirão Preto. A secretária da Cultura, Adriana Silva, participou do encontro apresentando o Relatório da Fase I do Inventário Nacional de Referências Culturais, que está sendo executado pela Rede de Cooperação Identidades Culturais.
Adriana Silva. Foto: Guilherme ABC Ishie

Na ocasião em que foi lançado um documentário realizado pela pasta, por meio do Museu da Imagem e do Som (MIS) denominado “No centro da história”, relatando a importância do centro para o município e sua população e as mudanças ocorridas ao longo dos anos. Também foi lançado o livro “A História contada por meio da Arquitetura de uma Rua”, do arquiteto e prof. Dr. Eder Donizeti da Silva, que é especialista em restauro, ribeirão-pretano e há 17 anos mora em Sergipe, onde é professor adjunto do Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Sergipe.   
Prof. Dr. Eder Donizeti da Silva. Foto de Mônica Jaqueline, set. 2011
                                      
Donizeti proferiu uma palestra na abertura do Seminário, falando da importância dessa região, o centro, em qualquer cidade e do seu livro lançado. O livro faz parte da Rede de Cooperação de Identidades Culturais, da Secretaria da Cultura, dentro do projeto Coleção Identidades Culturais, que já possui outras obras em circulação, como Mercadão, Italianos em Ribeirão Preto e Carnaval Festa do Povo.    

"Publicar a história da formação da rua José Bonifácio é uma grande alegria, porque com isto se cumpre metas como o reconhecimento da beleza arquitetônica do lugar, atribui à rua o seu real valor –o que está na contramão do conceito de baixada – e ainda, deixa claro o motivo pelo qual se deseja a denominação de Corredor Cultural para aquela rua”, ressalta a secretária da Cultura, Adriana Silva.

Capa do Livro do prof. Dr. Eder Donizeti da Silva.
No dia 16, o prof. Dr. Rodrigo Faria ministrou a palestra Ribeirão Preto: uma cidade em construção. Tratou da problemática em torno da importância do planejamento urbano e destacou como é fundamental que Ribeirão Preto planeje o seu crescimento a partir de uma visão de macro-região.

Prof. Dr. Rodrigo Faria. Foto: Guilherme ABC Ishie, set. 2011.
Links relacionados:

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Inventário das Estações Ferroviárias da Cia Mogiana e Cia Paulista

            ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS NO MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO PRETO[1]

RESUMO: O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados parciais obtidos pelo levantamento preliminar do patrimônio ferroviário do município de Ribeirão Preto, que está sendo desenvolvido pela Rede de Cooperação Identidades Culturais. O projeto propõe a realização do Inventário de Referências Culturais (INRC) realizado em parceria com a Secretaria da Cultura de Ribeirão Preto e com os Pesquisadores das Instituições de ensino superior, seguindo as metodologias propostas pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN). Para isso, devem ser realizadas três fases: Levantamento preliminar, Identificação e Documentação. Para a sistematização dos dados sobre os bens edificados as fichas de identificação utilizadas seguem o padrão do SICG – IPHAN. O produto deste projeto conta com os dados obtidos referentes às fases anteriormente descritas acrescentadas com as do TFG de Camila Vanessa Ferlin de Souza.
Palavras-chave: Patrimônio Cultural; Inventário; estação, ferrovia.

O transporte ferroviário teve seu ápice no século XIX, representando como principal meio para transporte de cargas e passageiros nas grandes cidades brasileiras. Na cidade de Ribeirão Preto, com a expansão do cultivo do café, surge a necessidade de um transporte mais rápido: as tropas de burros foram substituídas pelas estradas de ferro. Com isso, duas companhias ferroviárias (Paulista e Mogiana) tiveram interesse de investir em Ribeirão Preto, por considerarem esta área uma mina de ouro devido a alta produtividade de café.
As duas companhias lutaram muito para chegar até a cidade de Ribeirão Preto e ainda havia uma possibilidade de unificar as duas companhias, contudo a Mogiana não era favorável, pois dizia que suas linhas trilhavam terras mais ricas. O veredicto foi dado pelo poder publico, dando o direito de chegar até a cidade Ribeirão Preto, os trilhos pertencentes à Companhia Mogiana (SOUZA, 2011).
O INRC visa a identificação e documentação dos bens culturais de qualquer natureza, bem como a compreensão dos sentidos e significados atribuídos ao patrimônio pelos moradores. O inventário tem como recorte territorial o sítio de Ribeirão Preto e o de Bonfim Paulista, e como recorte temático a Paisagem Cultural do Café (1870 – 1950) / Ferrovias. Portanto as estações em estudo devem estar enquadradas dentro destes dois recortes. A metodologia empregada neste trabalho conta com três fases: O levantamento preliminar, a Identificação e a documentação (INRC, 2000).
O levantamento preliminar é realizado a partir de pesquisas em fontes secundárias e pessoas que possuem conhecimento do inventariado (Patrimônio Ferroviário). A identificação objetiva reunir informações, descrever com detalhes as ocorrências relevantes e mapear as relações entre os itens identificados. Esta etapa é desenvolvida principalmente através de entrevistas com pessoas participativas (próxima etapa que será realizada) e conhecedoras das estações em estudo. Por último, a documentação trata de estudos técnicos, implicando na criação e autoria individual do pesquisador ou artista, vindo, obrigatoriamente, da observação direta dos bens inventariados (Fase a ser realizada no ano de 2012).
As categorias propostas pelo IPHAN devem ser respeitadas nos objetos de pesquisas do Inventário Nacional de Referências Culturais. Estas são:
  • Celebrações;
  • Formas de expressão;
  • Ofícios e modos de fazer;
  • Edificações;
  • Lugares.
As estações ferroviárias são consideradas edificações, neste caso existem fichas especificas como o INRC (Questionário de Identificação Edificações – Q30) e o SIGC (Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão).
Foram levantadas nove estações localizadas no Município de Ribeirão Preto tais como estação Barracão, do Alto, Santa Tereza, Silveira do Val, Joaquim Firmino, São Paulo e Minas, Evangelina, Ribeirão Preto-Nova e Usina, sendo que a estação Ribeirão Preto-Nova e a Evangelina não estão enquadradas dentro do recorte temático.

A figura 1 mostra a localização das Estações no município de Ribeirão Preto


As fotos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 indicam as Estações Ferroviárias visitadas até o presente momento




Tabela 1 - Estações em memória


Estação
Ano de Construção
Localização
Companhia Ferroviária
Estação Provisória
1883
Bairro Vila Virginia (Antiga República)
Companhia Mogiana Estradas de Ferro
Estação Ribeirão Preto- Velha
1885
Bairro Vila Tibério
Companhia Mogiana Estradas de Ferro
Estação Iracema
1899
-
Companhia Mogiana Estradas de Ferro
Estação Francisco Maximiano
1913
Fazenda Baixadão
Companhia Mogiana Estradas de Ferro
Estação Bonfim Paulista
1882
Bonfim Paulista
Companhia Mogiana Estradas de Ferro
Estação Evangelina-Velha
1928
Km 14 perto da Hípica
E.F. São Paulo - Minas
Estação Figueira
1960
Km 23 entre as estações de Evangelina-Velha e Biagípolis
E.F. São Paulo - Minas
Estação Ribeirão Preto
-
Bairro Vila Tibério
E.F. Dumont
Estação do Guimarães
1890
1 Km da Usina Santa Lydia
E.F. Dumont
Estação Luiz Miranda
1890
-
E.F. Dumont

 (Fonte: Ralph Mennuci Giesbrecht. Disponível: <http://www.estacoesferroviarias.com.br/>. Acesso em maio, 2011.)

Exemplo da ficha SICG M306 - Patrimônio Ferroviário preenchida. Esta é uma das fichas utilizadas para inventariar o patrimônio ferroviário. 
  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Ficha M306 – Patrimônio Ferroviário
MÓDULO CADASTRO
1. IDENTIFICAÇÃO
1.1.   Recorte Territorial (Identificação da região estudada)
Ribeirão Preto
1.2. Recorte Temático (Identificação do tema do estudo)
Paisagem Cultural do Café (1870 – 1950) / Ferrovias
1.3. Identificação do Bem (denominação oficial, denominação popular, outras denominações)
1.4. Código Identificador Iphan
Estação do Barracão
01-Fe
2. LOCALIZAÇÃO DO BEM
2.1 Linha

2.2 Ramal
Ramal de Sertãozinho
2.3 Sub-Ramal

2.4 Km Linha / Ramal
2.5 Nº Tombo RFFSA
2.6 Código Patrimônio Ferroviário
Km 314,264

UF
LXXX
RXXX
SXXX
MUN
TIPO
ORDEM
3. TIPO DE BEM DE ACORDO COM O USO ORIGINAL
x
3.1. Estação

3.3. Armazenamento

3.5. Manutenção

3.7. Outro (especificar):

3.2. Administrativo

3.4. Residencial

3.6. Superestrutura

4. ANO DE CONSTRUÇÃO
5. USO ORIGINAL
6. USO ATUAL
1900
Estação Ferroviária
Sem uso
7. LINHA/RAMAL EM OPERAÇÃO?
8. O IMÓVEL FAZ PARTE DE CONJUNTO FERROVIÁRIO?

Ativa
x
Desativada

Erradicada
x
Sim

Bem isolado
9. USUÁRIO / POSSE / CONCESSÃO ATUAL

10. CARACTERIZAÇÃO DO BEM (ESTRUTURA/MATERIAIS)
10.1 Cobertura
10.2 Paredes
10.3 Esquadrias, vedação, janelas e portas
x
Cerâmico(a) (telha)

Alvenaria portante

Alvenaria portante

Concreto armado

Concreto armado

Concreto armado
x
Madeira (estrutura)

Madeira
x
Madeira (esquadria e folhas da porta)

Metálico(a)

Metálico(a)

Metálico(a)

Vidro

Pedra/rocha
x
Vidro (fechamento)

Outro:
x
Outro: Alvenaria de tijolo aparente

Outro:
10.4 Piso
10.5 Componente estrutural
10.6 Fundação

Cerâmico(a)

Alvenaria portante

Alvenaria portante

Concreto

Concreto armado

Concreto armado
x
Pedra/ rocha

Pedra/ rocha
x
Pedra/ rocha

Metálico (a)

Metálico(a)

Metálico(a)

Madeira

Madeira

Madeira

Outro:
x
Outro: tijolo aparente

Outro:
11. POSSUI BENS MÓVEIS, INTEGRADOS OU DOCUMENTAIS?
12. EXISTE INTERESSE LOCAL NA UTILIZAÇÃO DO BEM?
13. FOTO
x
Sim

Não

Sim

Não
11.1 Que tipo?
12.1 Que tipo de uso?
x
Objeto utilitário


Material rodante

Documental

Artes visuais

Outro
12.2 Nome do órgão/ instituição que tem interesse.
14. O CONJUNTO DE BENS MÓVEIS DEMANDA LEVANTAMENTO EM ETAPA POSTERIOR?


Sim

Não
12.3 Contato local (nome/ telefone)
15. POSSUI VIGILÂNCIA?

x
Sim

Não
16. PLANTA/ CROQUI DE LOCALIZAÇÃO

17. PREENCHIMENTO
17.1. Entidade
Secretaria Municipal da Cultura
17.2. Data
17.3. Responsável
Camila Vanessa Ferlin de Souza, Mariana Basaglia Soriani e Mayara da Silva Zampollo
27/06/11



Souza, Camila Vanessa Ferlin. Projeto de Revitalização e Parque Urbano no entorno da estação Barracão. Trabalho de Graduação Final orientada pelo mestre Marcelo Carlucci. (TFG não concluído), 2011.
INRC. Inventário Nacional de Referências Culturais. Manual de aplicação – Departamento de Identificação e Documentação IPHAN MinC, 2000.
REDE de Cooperação de Identidades Culturais. Relatório da Fase 1 do INRC. Ribeirão Preto: Secretaria Municipal da Cultura, 2010.


[1]  Texto originalmente publicado nos Anais da XV Semana de História do Centro Universitário Barão de Mauá. Autoras: Camila Vanessa Ferlin de Souza, Mayara da Silva Zampollo, Mariana Basaglia Soriani.